quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Fim dos descontos dos passes sociais: Velhos não têm direito a petição? Manifestação?
Oiço de muito bom grado, diga-se de passagem, propostas de manifestações, petições, e outras formas de revolta contra o fim dos descontos dos passes sociais dos estudantes, com particular incidência no passe Sub_23. Ok, muito bem...mas.... esperem lá, não cortam também nos descontos dos passes sociais dos idosos?
A esquerda parece ter-se esquecido que a questão dxs velhxs (sim, digo velhxs) também nos toca! São familiares, amigxs, que sofrem bastante com este corte. Se o isolamento é um problema gritante nesta faixa etária que dizer agora quando não há dinheiro para o passe social? Para passear ao menos, sair um pouco de casa porque os pés já não aguentam? Fica-se por casa. Com uma reforma mínima certamente não se paga ainda mais ou então a comida não vem para a mesa, o que já acontece a muitxs. A pobreza aumenta. E a esquerda não se bate por isto? Shame on us...
Sim, historicamente a questão dxs 'séniores' tem sido uma questão puxada pela direita. Mas não está na altura de nos preocuparmos com xs nossxs velhxs (e com isto também me refiro axs que não são só da nossa família) ? Esta é uma questão de esquerda! Passemos a história ao lado e comecemos a olhar para as pessoas e a defender os direitos das pessoas idosas!
Mi.
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O mistério da crise bloquista e do monstro das bolachas
Porque ainda ninguém postou nada sobre isto aqui, passo a incluir o link sobre esta notícia que, todavia, ja não é notícia nenhuma, salientando a nota da Comissão Política do Bloco de Esquerda : http://www.esquerda.net/artigo/rupturafer-abandona-bloco-e-constitui-um-novo-partido
Poderia escrever um longo texto, pois poderia. Acho que já muitos se fizeram, e bons e quem tem visto os meus posts nos círculos sociais sabe, certamente, a minha posição sobre o assunto, pelo que gostaria de ver algunxs camaradas do Arsenal dos Inválidos a criar um texto que explorasse mais o assunto.
Muito se fala na falta de democracia interna do Bloco de Esquerda. Muitos até têm dito que tal coisa não existe, afinal consta-lhes que é uma espécie de personagem imaginária criada na mente de certxs militantes que não concordando com a maioria, se expressam inventando falhas na democracia interna do partido.
Quando estes rumores da falta de democracia começaram a tomar dimensões maiores, criou-se um espaço no site do Bloco de Esquerda para a entrega de textos críticos sobre o Bloco de Esquerda. Muitos o fizeram. Outros tantos, impressionados com tanta democratização dentro do partido, aplaudiram esta iniciativa, adicionando que, afinal, era a tão esperada prova dos 9 da existência da democracia interna. Saúdo a iniciativa, mas pergunto-me: É apenas através da entrega de textos críticos que se prova que um partido é democrático? E as outras provas? Ficaram-se pelo caminho? Já agora, afinal, o que é que aconteceu a esses textos?
Não gosto de desistir dos meus projectos à partida, mas sinto que cada vez mais o partido, ou melhor, orgãos da direcção, porque o partido somos todxs nós, se torna sectário, fechado, anti-democrático e viciado. Cada vez questiono mais o futuro do mesmo e a minha vontade de projectar e trabalhar para um partido assim. Miguel, questiono-te sobre qual a barreira que separa o lutar pelo partido de acabar por continuar nele e trabalhar pelo seu nome, acabando por compactuar com certas medidas que ele toma (ou pelo menos, ignorá-las de forma a continuar o trabalho em seu nome).
Abraços esquerdistas,
Mi.
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
O direito a ser alguém

Por mais pequeno que seja um país, tem sempre tendência a querer afirmar a sua independência e soberania;
Há aqueles que o querem fazer mas não são um país, não são um Estado, não constituem algo reconhecido internacionalmente;
É esse o caso da Palestina! Um sítio onde nascem terroristas, para uns, um sítio que sofre do terrorismo internacional, para outros.
O que a Palestina sofre hoje, é um terrorismo encapotado chamado de "negociação"; é essa a forma que os EUA e Israel usam para prolongar a tristeza de um povo que não merece sofrer!
Logo em 1917, um ministro britânico disse: "O governo de sua majestade encara favoravelmente o estabelecimento de um lar nacional para o Povo Judeu...", ou seja, já em 1917 se apoiava a ocupação da palestina por parte de um povo de costumes, cultura e religião diferentes. A situação não faz sentido, nem fez sentido à época. Mas o que importa?
Qualquer indivíduo minimamente pensante, reconhece a falta de argumentos por parte de Israel, para ocupar território palestiniano; de facto, os representantes israelitas não tem mais argumentos paa justificar algo que não precisa de explicação.
Há décadas, um território foi ocupado indevidamente; um povo ficou sem casa, um povo foi reprimido, um povo foi julgado, um povo foi humilhado; Não há negociação possível! O mais justo que se podia fazer, era dar aos palestinianos aquilo que lhes pertence;
Há 2 dias, em plena discussão sobre o Estado palestiniano na sede da ONU, veio a público uma notícia que revelava a construcção agendada de quase 2.000 casas em território palestiniano, por parte do Estado de Israel;
A construcção dessas casas ainda não começou, mas com certeza que irá avançar, e será concluída. Não há "mão forte" por parte das instituições internacionais neste caso, nem sequer há "mão"! Não há culpados, não há crime, não há território palestiniano.
Ilusão, é pensar que todos os povos podem ter independência e soberania.
Há dias, ouvi o deputado europeu Paulo Rangel, do PSD, a dizer que a concepção de "Estado soberano" é muito bonita, mas não existe mais, nem deve existir.
Pois, parabéns! Deve existir, mas não existe!
Pensar que a Palestina vai ser um Estado como outro qualquer, é agora pura utopia, visto que basta a oposição de uma delegação na ONU para que tudo fique em "águas de bacalhau", os EUA votam contra, isso é certo.
De qualquer forma, não devemos perder a esperança de um dia ver uma Palestina com direitos, com o direito a ser alguém; uma Palestina com direito a ser tratada como deve ser.
Há aqueles que o querem fazer mas não são um país, não são um Estado, não constituem algo reconhecido internacionalmente;
É esse o caso da Palestina! Um sítio onde nascem terroristas, para uns, um sítio que sofre do terrorismo internacional, para outros.
O que a Palestina sofre hoje, é um terrorismo encapotado chamado de "negociação"; é essa a forma que os EUA e Israel usam para prolongar a tristeza de um povo que não merece sofrer!
Logo em 1917, um ministro britânico disse: "O governo de sua majestade encara favoravelmente o estabelecimento de um lar nacional para o Povo Judeu...", ou seja, já em 1917 se apoiava a ocupação da palestina por parte de um povo de costumes, cultura e religião diferentes. A situação não faz sentido, nem fez sentido à época. Mas o que importa?
Qualquer indivíduo minimamente pensante, reconhece a falta de argumentos por parte de Israel, para ocupar território palestiniano; de facto, os representantes israelitas não tem mais argumentos paa justificar algo que não precisa de explicação.
Há décadas, um território foi ocupado indevidamente; um povo ficou sem casa, um povo foi reprimido, um povo foi julgado, um povo foi humilhado; Não há negociação possível! O mais justo que se podia fazer, era dar aos palestinianos aquilo que lhes pertence;
Há 2 dias, em plena discussão sobre o Estado palestiniano na sede da ONU, veio a público uma notícia que revelava a construcção agendada de quase 2.000 casas em território palestiniano, por parte do Estado de Israel;
A construcção dessas casas ainda não começou, mas com certeza que irá avançar, e será concluída. Não há "mão forte" por parte das instituições internacionais neste caso, nem sequer há "mão"! Não há culpados, não há crime, não há território palestiniano.
Ilusão, é pensar que todos os povos podem ter independência e soberania.
Há dias, ouvi o deputado europeu Paulo Rangel, do PSD, a dizer que a concepção de "Estado soberano" é muito bonita, mas não existe mais, nem deve existir.
Pois, parabéns! Deve existir, mas não existe!
Pensar que a Palestina vai ser um Estado como outro qualquer, é agora pura utopia, visto que basta a oposição de uma delegação na ONU para que tudo fique em "águas de bacalhau", os EUA votam contra, isso é certo.
De qualquer forma, não devemos perder a esperança de um dia ver uma Palestina com direitos, com o direito a ser alguém; uma Palestina com direito a ser tratada como deve ser.
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
HOWL - estreou ontem
'Howl' ou 'Uivo', estreou ontem em dois cinemas em Portugal, (um em Lisboa, outro no Porto). Sobre a vida/juventude de Allen Ginsberg, com destaque para o momento do julgamento a que a editora que publicou o polémico Howl, foi sujeita, defendendo-se contra acusações de falta de valor literário, obscenidade barata e gratuita.
Trailer do filme:
Entrevista ao protagonista, James Franco:
Trailer do filme:
Entrevista ao protagonista, James Franco:
sábado, 17 de setembro de 2011
As esquerdas

Aqueles que adoram a democracia e se confessam de esquerda, assistem incrédulos ao actual estado das coisas.
Por um lado, temos a catástrofe da austeridade, anunciada pelos partidos do círculo do poder, e as suas consequências devastadoras a nível social e até económico.
Basicamente, a austeridade é a destruição da economia e de tudo o que é social, em prol da manutenção das finanças;
Neste momento difícil, as esquerdas dividem-se; é talvez graças a essa divisão que conseguimos distinguir as esquerdas, das esquerdas;
Actualmente, na minha opinião, encontramos as esquerdas europeias divididas em 3.
A 1ª esquerda representa os falsos sociais-democratas que se dizem de esquerda, como é o caso do PS português e francês;
A 2ª esquerda engloba os partidos sociais-democratas, verdadeiramente de esquerda, e os socialistas com tendência a participar em coligações governamentais;
Em 3º, e último lugar, encontram-se os partidos socialistas e comunistas, envelhecidos, inúteis e sectários, que se auto-excluem do exercício da democracia (São raros na Europa, mas existem);
Em tempos díficeis, como este, era imperioso que surgissem convergências à esquerda para dar uma resposta mais humana e patriótica a esta crise neo-liberal, sem acrescentar austeridade e desemprego à mesma.
- Os partidos que pertencem ao 2º grupo, de que falei à pouco (sociais-democratas de esquerda e socialistas), assistem com grande esperança e confiança ao que se passa neste momento em países como a Islândia, Finlândia e mais recentemente na Dinamarca.
O que se está a passar nesses 3 países, são convergências de esquerda, com atitudes positivas;
A Islândia, aquando das primeiras notícias sobre crise financeira, tomou medidas.
Na Islândia, as políticas mudaram radicalmente, e os islandeses optaram pela esquerda, tirando a direita do poder;
A esquerda islandesa uniu-se em pontos estruturais e formou um governo de progresso e investimento público, como resposta ao desemprego, por exemplo.
O sistema tornou-se mais democrático e os islandêses têm daqui para a frente, uma última palavra em todos os assuntos.
Recusaram a "ajuda" do FMI, talvez por serem inteligentes, não sei.
Na Finlândia, o cenário repetiu-se.
O centro-direita, os sociais-democratas e as alianças à esquerda, uniram-se para derrotar a extrema-direita, que conseguiu um crescimento preocupante;
O novo governo finlandês, tomou medidas que dão esperança a qualquer pessoa de esquerda, com o mínimo de preocupação no futuro da Humanidade;
Em plena crise, aumentaram as pensões e o subsídio de desemprego; algo impossível de ser feito, dizem os nossos sociais-democratas.
Já na Dinamarca, aconteceu algo igualmente extraordinário;
Os sociais-democratas, derrotaram o poderio dos liberais de direita, que tornaram a Dinamarca xenófoba durante 10 longos anos.
Pensam agora, mesmo com uma maioria absoluta, em coligações com os partidos à sua esquerda, como o Partido Socialista Popular e a coligação "Verde-Vermelho";
Obviamente que para um partido partilhar o poder numa coligação, tem que ter pouca "sede de poder", mas necessita acima de tudo de um grande altruísmo político, para esquecer algumas medidas que dificultariam a sua união com outros partidos de esquerda.
Uma coligação não se faz com o programa de um partido, mas sim de vários.
Por essa razão, é necessário entendimento, cedência e o tal altruísmo político.
Em Portugal as esquerdas não se unem.
Temos um PS que assina memorandos neo-liberais e diz que defende os interesses do país, colocando as pessoas em primeiro;
Temos um Bloco de Esquerda que não apresenta a tal cedência e entendimento;
Temos um PCP que se insere no 3º grupo que referi no início;
Assim, nunca vamos mudar nada, nem sair da sepa-torta.
As eleições na Noruega estão marcadas para Outubro.
Querem apostar que ganha a esquerda?
Este texto não está escrito segundo o novo acordo ortográfico, e é também possível que contenha imensos erros ortográficos;
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Charlie Chaplin - The Great Dictator - Discurso Final
Montagem ilustrativa do Discurso final do filme de 1940 de Charlie Chaplin, O Grande Ditador - achado no youtube. Vídeo original AQUI
I'm sorry but I don't want to be an emperor. That's not my business. I don't want to rule or conquer anyone.
I should like to help everyone if possible: Jew, gentile, black man, white.
We all want to help one another. Human beings are like that.
We want to live by each other's happiness, not by each other's misery.
We don't want to hate and despise one another.
In this world there's room for everyone and the good earth is rich and can provide for everyone.
The way of life can be free and beautiful but we have lost the way.
Greed has poisoned men's souls, has barricaded the world with hate, has goose-stepped us into misery and bloodshed.
We have developed speed but we have shut ourselves in.
Machinery that gives abundance has left us in want.
Our knowledge has made us cynical, our cleverness, hard and unkind.
We think too much and feel too little.
More than machinery we need humanity.
More than cleverness we need kindness and gentleness.
Without these qualities, life will be violent and all will be lost.
The aeroplane and the radio have brought us closer together.
The very nature of these inventions cries out for the goodness in man, cries out for universal brotherhood, for the unity of us all.
Even now my voice is reaching millions throughout the world, millions of despairing men, women, and little children, victims of a system that makes men torture and imprison innocent people.
To those who can hear me I say, "Do not despair."
The misery that is now upon us is but the passing of greed, the bitterness of men who fear the way of human progress.
The hate of men will pass, and dictators die, and the power they took from the people will return to the people.
And so long as men die, liberty will never perish.
Soldiers, don't give yourselves to brutes, men who despise you, enslave you, who regiment your lives, tell you what to do, what to think, and what to feel, who drill you, diet you, treat you like cattle, use you as cannon fodder.
Don't give yourselves to these unnatural men, machine men with machine minds and machine hearts.
You are not machines, you are not cattle, you are men!
You have the love of humanity in your hearts.
You don't hate. Only the unloved hate, the unloved and the unnatural.
Soldiers, don't fight for slavery, fight for liberty!
In the 17th chapter of St Luke it is written, "The Kingdom of God is within man. Not one man nor a group of men, but in all men. In you!"
You, the people, have the power, the power to create machines, the power to create happiness.
You, the people, have the power to make this life free and beautiful, to make this life a wonderful adventure.
Then in the name of democracy, let us use that power.
Let us all unite! Let us fight for a new world, a decent world that will give men a chance to work, that will give youth a future and old age a security.
By the promise of these things, brutes have risen to power.
But they lie! They do not fulfil that promise. They never will!
Dictators free themselves but they enslave the people.
Now let us fight to fulfil that promise!
Let us fight to free the world, to do away with national barriers, to do away with greed, with hate and intolerance.
Let us fight for a world of reason, a world where science and progress will lead to all men's happiness.
Soldiers, in the name of democracy, let us all unite!
I'm sorry but I don't want to be an emperor. That's not my business. I don't want to rule or conquer anyone.
I should like to help everyone if possible: Jew, gentile, black man, white.
We all want to help one another. Human beings are like that.
We want to live by each other's happiness, not by each other's misery.
We don't want to hate and despise one another.
In this world there's room for everyone and the good earth is rich and can provide for everyone.
The way of life can be free and beautiful but we have lost the way.
Greed has poisoned men's souls, has barricaded the world with hate, has goose-stepped us into misery and bloodshed.
We have developed speed but we have shut ourselves in.
Machinery that gives abundance has left us in want.
Our knowledge has made us cynical, our cleverness, hard and unkind.
We think too much and feel too little.
More than machinery we need humanity.
More than cleverness we need kindness and gentleness.
Without these qualities, life will be violent and all will be lost.
The aeroplane and the radio have brought us closer together.
The very nature of these inventions cries out for the goodness in man, cries out for universal brotherhood, for the unity of us all.
Even now my voice is reaching millions throughout the world, millions of despairing men, women, and little children, victims of a system that makes men torture and imprison innocent people.
To those who can hear me I say, "Do not despair."
The misery that is now upon us is but the passing of greed, the bitterness of men who fear the way of human progress.
The hate of men will pass, and dictators die, and the power they took from the people will return to the people.
And so long as men die, liberty will never perish.
Soldiers, don't give yourselves to brutes, men who despise you, enslave you, who regiment your lives, tell you what to do, what to think, and what to feel, who drill you, diet you, treat you like cattle, use you as cannon fodder.
Don't give yourselves to these unnatural men, machine men with machine minds and machine hearts.
You are not machines, you are not cattle, you are men!
You have the love of humanity in your hearts.
You don't hate. Only the unloved hate, the unloved and the unnatural.
Soldiers, don't fight for slavery, fight for liberty!
In the 17th chapter of St Luke it is written, "The Kingdom of God is within man. Not one man nor a group of men, but in all men. In you!"
You, the people, have the power, the power to create machines, the power to create happiness.
You, the people, have the power to make this life free and beautiful, to make this life a wonderful adventure.
Then in the name of democracy, let us use that power.
Let us all unite! Let us fight for a new world, a decent world that will give men a chance to work, that will give youth a future and old age a security.
By the promise of these things, brutes have risen to power.
But they lie! They do not fulfil that promise. They never will!
Dictators free themselves but they enslave the people.
Now let us fight to fulfil that promise!
Let us fight to free the world, to do away with national barriers, to do away with greed, with hate and intolerance.
Let us fight for a world of reason, a world where science and progress will lead to all men's happiness.
Soldiers, in the name of democracy, let us all unite!
sexta-feira, 17 de junho de 2011
"Camisa por passar" curta-metragem
Produção de Escola Secundária António Arroio - Realização: Laura Carreira -
Actrizes: Carolina Carreira e Verónica Rodrigues
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quinta-feira, 9 de junho de 2011
As vacas sagradas, As rezas, Tabus e Pecados do Bloco

Este processo deverá ser feito da maneira mais transparente, mais verdadeira, sem dogmas, tabus e discursos que chamem os "bois pelos nome".
Não poderá ser desperdiçado este momento de aprendizagem. E como toda a bela aprendizagem não deve deixar de começar por ter uma crítica verdadeira e mais independente possível.
Não deixa de ser interessante que um partido que tenha combatido os tabus na sociedade portuguesa agora tenha de combater os seus próprios. E que alguns militantes se tornem tão pouco receptivos a isso.
Por vezes demonstrando uma atitude arrogante como donos da verdade, " do bom militante bloquista", e das "boas práticas". Atacando outros militantes na comunicação social pelas suas críticas, dizendo que estes "estão distantes do Bloco" quando até estiveram alguns deles na fundação do mesmo e aí foram dirigentes, continuando a participar. Críticas deste tipo são também um ultraje aos militantes de base.
Estes sacerdotes e guardiões astutos põe-se sempre em sentido quando toca a defender certas figuras, colectivos, estratégias, práticas sufragadas pelas cúpulas. Mesmo que não seja da sua convicção, lá estão eles, como cães imperiais a defenderem o dono e o templo a troco de estima.
Aliás esta prática é recorrente em todos os partidos. Mas não é uma que me faça orgulhar do colectivo político de qual faço parte. Além de não ser motivo de orgulho é um bloqueador de todo o debate e de preservação dos tabus que ainda existem.
Além destes problemas de estrutura. O BE mostrou que não soube ler os resultados de 2009, e a génese da sua base social de apoio. O discurso do Bloco de Esquerda está desfasado do discurso da sua base social de apoio. O discurso militante é um, o discurso do eleitor é outro. Se o Bloco quer crescer, ou, segurar os seus antigos eleitores terá de se adaptar e ajustar o discurso e prática política.
1. Parece que não se quer ver, mas não me parece que a base social de apoio do BE seja de matriz anticapitalista, ou marxista. Aqui está um tabu.
O discurso dos militantes parece não estar sincronizado com a visão que os nossos eleitores têm/tinham do "Bloco", como uma esquerda, anti-dogmática, moderna, democrática, arejada e progressista.
Além destas duas ideias desfasadas.
2. A utilização de um discurso cada vez mais repetitivo, economicista, e ainda preso a um certo passado. Adicionada a tendência que se veio a registar nos últimos meses de um processo de aproximação do modus operandi político "a la PC". Afasta essa mesma base social. Pois para isso, já existe a CDU.
3. A falta de renovação de quadros, o funcionarismo militante, um certo culto do líder, e personificação do BE por vezes extremada, e pouco questionada. Aliada a uma falta de "catalização" e abertura das estruturas a ideias e personagens exteriores. Como um crescente sentimento de desprezo em relação aos militantes de base, que nas concelhias exprimem essa angústia.
Todos estas situações fazem com que a respostas a esta conjuntura difícil, seja menos eficiente e com vários bloqueios e tabus que não ajudam nada.
Ninguém escapa a uma crítica e à responsabilidade, incluindo eu e qualquer outro militante de base. Mas também não se pode desresponsabilizar a direcção.
É vergonhosa a atitude de Luís Fazenda no artigo "Quem é Daniel Oliveira?"
Devolve-lhe a pergunta.
Quem é Luís Fazenda?
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sábado, 21 de maio de 2011
24 de Maio, Protesto continua a crescer no Rossio

No Rossio está a ser organizada uma concentração/acampamento por uma Democracia verdadeira, participativa e contra o plano da troika.
Ao mesmo tempo, em Espanha centenas de milhares de pessoas ocuparam a maior praça da capital espanhola e exigem uma "DEMOCRACIA REAL YA!" (http://democraciarealya.es/)
A ocupação pode ser vista em directo (http://www.ustream.tv/channel/enlace33).
Desde 19 de Maio que a concentração do Rossio está a crescer, de dia para dia, são cada vez mais e estão para ficar.
Os protestantes apelam a que mais pessoas se juntem e acampem na praça do Rossio.
Os media estão a boicotar estes protestos. Espalha a notícia.
Dia 24, haverá acções ao longo do dia e uma Assembleia Popular - 18:00h - Praça do Rossio
+ informações:
http://www.democraciarealja.com/
http://acampadalisboa.wordpress.com/
http://www.facebook.com/movimento12m
terça-feira, 17 de maio de 2011
Carta da Associação República e Laicidade aos candidatos às eleições legislativas
A democracia é tão falsa enquanto se benze perante os bispos como enquanto se submete à especulação do capital. Um Estado democrático é-o só quando se liberta das grilhetas das igrejas, portanto o laicismo que apenas conquistámos no papel é condição necessária para o projecto inacabado de construção democrática.
Assim, conforme diz a carta enviada pela Associação República e Laicidade aos candidatos às eleições legislativas próximas, urge:
Assim, conforme diz a carta enviada pela Associação República e Laicidade aos candidatos às eleições legislativas próximas, urge:
- Revogar a devolução do IVA de que beneficiam as comunidades religiosas radicadas (nº1 do artigo 65º da Lei 16/2001), e a Igreja Católica (artigo 1º do Decreto-Lei 20/90), e que se aplica a bens, móveis ou imóveis, destinados única e exclusivamente ao culto religioso.
- Exigir que a remuneração, por funções estritamente religiosas, de centenas de «assistentes religiosos» equiparados a funcionários públicos nos hospitais, nas forças armadas, nos estabelecimentos prisionais e nas forças de segurança, seja feita exclusivamente pelas comunidades religiosas.
- Acabar as isenções fiscais, respeitantes a bens imóveis, de que beneficiam as comunidades religiosas inscritas (artigo 32º da Lei 16/2001) e a Igreja Católica (artigo 26 da Concordata), concretamente os impostos patrimoniais e sobre a aquisição e transmissão de propriedade.
- Que o Ministério da Educação indique claramente que na Escola Pública não devem existir símbolos religiosos permanentes, e que não devem aí ter lugar cerimónias religiosas rituais.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Fernando Nobre e uma lição de Oportunismo

Ontem foi-nos anunciado que Fernando Nobre, fundador da AMI, ex-candidato à Presidência da República nas eleições de Janeiro passado, se juntaria ao PSD, a convite de Passos Coelho, a fim de ser cabeça de lista de Lisboa e, no caso do PSD ganhar, Presidente da Assembleia da República. Na sua página de facebook, Nobre publicou uma nota de esclarecimento acerca de tudo isto.
Apesar da novidade, Fernando Nobre "nem sempre foi assim". É preciso relembrar que ele foi, aquando das eleições para o Parlamento Europeu, mandatário do Bloco de Esquerda. Entretanto, ao que parece, afasta-se, começando a preparar uma jogada muito mais inteligente que se viria a aproveitar das vozes mais populistas de Portugal.
Durante a campanha das presidenciais, a sua falta de vínculo partidário parecia ser a fonte do seu carácter forte. A renovação da política praticada em Portugal, a sua bandeira.
Foi durante uns meses a novidade: deu esperanças aos portugueses desacreditados numa política partidária; reuniu votos desde a esquerda, ao centro, à direita (graças à sua tão intencional falta de ideologia - que não entende ele próprio ser isso, por si só, algo ideológico).
Para quem acreditava naquele homem sensato, com um sentido apuradíssimo de cidadania, que tem força e reúne votos pela sua mera boa vontade e experiência de vida, e não por ser deste ou aquele partido;
No homem que se candidatava contra os políticos, quase como um anti-sistema muito pacífico;
No salvador que rejuvenescia o panorama político e mostrava ao país como fazer política sem tomar lados, ignorando os conceitos de esquerda, direita ou centro;
Para quem realmente acreditava no homem que nem um político se considerava, mas antes um mero cidadão (como se o mero cidadão não fosse político e o político um mero cidadão) - aqui temos o flop de toda essa crença, essa confiança, essa esperança desmesurada depositada nesse homem.
Contudo, não é como se nada deixasse a adivinhar aquilo que hoje nos é revelado.
É que de um homem que não se define minimamente, nem pouco mais ou menos, não se sabe bem o que esperar.
O PSD foi quem muito arriscou nesta jogada. Disse Marcelo Rebelo de Sousa, ontem, fazendo o seu comentário passar muito levemente por este assunto, que se esperava, no PSD, a transferência dos votos de Nobre das presidenciais para as eleições legislativas. Sobre isso: a ver vamos.
O PSD leva agora, consigo, o apartidariozinho inocente e bonzinho. E esse apartidariozinho inocente e bonzinho, se antes teria a ‘virtude e credibilidade’ de se manter à margem do vínculo partidário, agora tê-las-á perdido. Porque, ainda que diga que é um independente, não se candidata por um partido quem com esse partido não tem pontos de convergência.
E qual foi, mais que curiosamente, o partido a que o Nobre apartidário, desacreditado das políticas praticadas, se juntou, se não o PSD, o partido que se junta ao PS na dança do centrão, em que ora se é governo ora oposição?
Resumindo, os caminhos traçados por Fernando Nobre têm um só nome: oportunismo. Sempre na crista da onda, jogou, da forma mais polémica alguma vez praticada, a cartada da desacreditação na forma de fazer política, do apartidarismo, ou, por vezes até, do anti-partidarismo, que, como sabemos, reúne cada vez mais apoiantes.
Hoje, junta-se ao projecto político do PSD, o partido que a comunicação social quase dá por vencedor das próximas eleições. Quanto a isso, uma vez mais: a ver vamos.
Porque não é só Nobre o oportunista. Vem aí o FMI, e com ele mais austeridade. E tudo o que o PSD mais quer, neste momento, é demonstrar que "todos nós, com todas a nossas diferenças, temos de nos unir e enfrentar juntos aquilo que aí vem, porque aquilo que aí vem é inevitável e é para o bem de todos" - Dizem eles. Nada melhor que Fernando Nobre, para completar a estratégia do PSD.
Para quem acreditava nessa receita mágica que Nobre trazia no bolso, nas últimas presidenciais, a partir de agora torna-se mais difícil de acreditar.
terça-feira, 29 de março de 2011
L.E.F.T Caucus

Toda a Esquerda do Parlamento Europeu esteve no dia 23 de Março a debater uma alternativa, desde os Verdes passando pelos Socialistas até ao GUE, todos a juntar forças por uma alternativa europeia.
Um sinal do esforço pela convergência e do combate ao sectarismo em prol do Modelo Social Europeu. Uma plataforma que continuará a marcar debates e conversas para uma articulação das vozes da esquerda a nível europeu, tendo em vista a consolidação de um discurso e políticas comuns entre os mesmos partidos.
Esta iniciativa não deixa de ser uma boa notícia, como uma experiência de grande interesse que deverá ser seguida com a devida atenção.
Site:
segunda-feira, 28 de março de 2011
domingo, 27 de março de 2011
Slavoj Žižek
Finalmente, consegui ler todos uns dois capítulos de um livro do novo fashion idol da esquerda smart-chic. Depois apercebi-me que tinha estado a ler dezenas de páginas de verborreia vácua, num estilo tortuosamente obscurantista. A esquerda pós-modernista não se salva só por ser de esquerda e a forma não substitui o conteúdo (ou antes, o conteúdo que eventualmente exista perde-se sob a forma pretensiosa).
quinta-feira, 17 de março de 2011
Crónica de uma Relação Monogâmica Anunciada de Austuridade

Parece que foi de vez (só por enquanto), o PSD disse o "BASTA!" a uma relação que parecia duradoura com o sua companheira PS, que tantos filhos bastardos trouxe, o Desemprego, Cortes-nos-salários, Recessão, e mais Recessão.
Parece que desta vez a companheira de longa data, foi dar uma escapadela a Bruxelas, e imaginem só! Não lhe disse nada! O PSD indignado já não quer mais conversa, e parte para outra.
PS, vitimiza-se, lamuriando-se aos berros "Ele já não quer mais nada comigo".
Fazendo queixinhas ao país, o PSD de peito aberto anuncia que foi ela (PS) que estragou tudo, pois ele sempre lhe deu todas as condições.
Parece que o PSD, saiu de casa de vez, para ir governar.
Não te preocupes PS ele há-de voltar para ti.
Vamos lá acabar com esta novela, isto já são episódios a mais, o país está cansado de assistir.
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