terça-feira, 21 de setembro de 2010
A liberdade do homem forte é a servidão dos escravos.
*Choque!* (...e um vídeo da Sarah Silverman)
Diz o Sol que o Banco do Vaticano, afinal — surpresa! — fazia lavagens de dinheiro!
Não! O CHOQUE!
Ao que parece finalmente a polícia italiana responsável por crimes financeiros decidiu fazer alguma coisa. Apreenderam 23 milhões de euros do Banco e, nas palavras do jornal, «colocou tanto o director geral do banco, como o chairman sob investigação por violação das leis que controlam as transacções financeiras no país.» (O país, fique esclarecido, é Itália. O Vaticano não é um país, o Papa é Chefe de Estado de um estado inexistente.)
Visto que isto se sabe desde os anos 80 — aquando daquele episódio em que um banqueiro foi enforcado não se sabe bem como —, seria de esperar que não fosse grande notícia, mas os órgãos oficiais da Santa Sé afirmam-se não só surpreendidos como perplexos, de acordo com o mesmo jornal.
Vou aproveitar isto como um pretexto para pôr aqui um vídeo fabuloso da Sarah Silverman (~sigh~). Convém não esquecer a obscenidade monetária de uma ordem que prega a humildade… “Culpa” e “arrependimento” são palavras tão proferidas que perderam, na boca da hierarquia eclesiástica, todo o significado à custa da pura repetição. Basta pensar em quanto valerá o Vaticano — como diz a Sarah, maybe it’s time for you to move out of your house that is a city.
...e depois disto eu prometo escrever sobre outra coisa qualquer que não envolva os senhores das batinas.
FONTES:
Sol, http://sol.sapo.pt/inicio/Internacional/Interior.aspx?content_id=570. Consultado a 21 de Setembro, 2010.
Uma boa constatação - por Daniel Oliveira
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Racista, eu?
Os ciganos são parasitas. Os africanos ladrões. Os muçulmanos violentos. Os chineses dão cabo do comércio. E o politicamente correcto acha que dizer isto é racismo quando todos sabemos que não há racistas em Portugal.
Quero deixar aqui claro que não sou racista. Não me deixo é calar pela hipocrisia do politicamente correcto. E quem pode negar que os ciganos roubam, vivem à conta do Estado, não cumprem as leis e não querem trabalhar? Que batem em médicos e professores, andam armados e traficam droga? Que casam as filhas com 12 anos e só as metem na escola para receber o rendimento mínimo?
Não sou racista. Mas como pode o politicamente correcto dizer que os muçulmanos em geral e os árabes em particular não professam uma religião violenta, não são intolerantes e não desrespeitam os direitos das mulheres? Que não simpatizam com o terrorismo? Que não querem destruir a forma de viver do Ocidente? Que não abusam da nossa tolerância?
Não sou racista. Mas há alguém que não veja que são quase sempre os africanos que nos assaltam nas ruas, que entram aos magotes nos comboios da linha de Sintra e palmam tudo o que encontram? Que querem andar com bons ténis e para isso não hesitam em ficar com o que não lhes pertence? Que não sabem governar os seus próprios países e é por isso que emigram aos milhões?
Não sou racista. Mas não reparam que os chineses nos enchem o mercado de produtos baratos, destroem a nossa economia e o comércio tradicional e nunca se integram na sociedade nem têm qualquer contacto com os portugueses? Que eles sim, é que são racistas?
Eu não sou racista. Mas ao ler os parágrafos anteriores, que repetem as certezas populares que por aí se ouvem, misturando generalizações, mentiras e verdades, sempre na ânsia de encontrar o Inferno nos outros, não serei obrigado a concluir que, com excepção dos brancos, o mundo é composto por criminosos e parasitas?
Sei que a ironia passa mal. Esperemos que desta vez passe tão bem como as alarvidades que por aí se ouvem. E tão bem como esse mito que diz que Portugal é um país de brandos costumes que sempre conviveu bem com a diversidade. Este país onde toda a gente "até tem um amigo preto" que lhe serve de álibi que prove a sua tolerância para depois poder dizer tudo o que lhe venha à cabeça. - Daniel Oliveira"