terça-feira, 5 de outubro de 2010
Star Wars 3D e porquê o boicote ao filme.
"For many of us, and especially the readers of this humble blog, Star Wars represents the power of imagination, our collective childhoods, numerous attempts to move objects around with the force (I did it once), and a sense of community centered around major events that happend in a galaxy far far away. Oh yeah, and god damn lightsabers. Simply, I refuse to let George Lucas ruin his own work and our inspiration any further.
Boycott Star Wars 3D? Read on..."
Espero ao menos que o Ricardo me leve a sério. É a única coisa que peço. Ricardo, amigo, se estás aí, lê o texto e vem encher comigo a caixa de comentários deste post com uma discussão acesa sobre o futuro da mais épica saga alguma vez feita.
Viva a República!

Foi a insurreição do povo, um movimento verdadeiramente popular, verdadeiramente revolucionário. Mais do que Abril, que foi obra inicialmente de um movimento militar, Outubro foi a expressão da vontade social. Foi o triunfo de um movimento ideológico, cultural e social. Foi o início da ordem pós-medieval e o verdadeiro início da democracia, porque nenhuma monarquia pode ser verdadeiramente democrática! Porque o representante do povo tem de ser escolhido de acordo com a vontade do povo — e de contrário não representa a ninguém.
A monarquia representa o atraso sociocultural e a hipocrisia anacrónica de uma classe perdida num passado de regalias e privilégios e poder atribuído à nascença. Assumir que uma linha genética é garante de uma casta superior, como se houvesse um gene da tirania, atenta directamente contra os princípios básicos da Liberdade, da Igualdade e da Fraternidade, os princípios que a Revolução fez seus: sua máxima, sua aspiração e sua ambição.
República! Uma dessas palavras com sentimento suficiente para mover o mundo!
República! Porque sou cidadão, e não vassalo, servo ou súbdito!
Porque não abdico do direito de eleger e ser eleito para os filhos e netos de uma linhagem predestinada, não abdico desses direitos que nos usurpavam essas dinastias degradadas e degradantes e não reconheço dignidade numa função hereditária!
Porque o Poder, se tiver de existir, é para ser merecido, e não assumido, e muito menos justificado com motivos divinos ou hereditários!
Porque rejeito a imiscuidade entre o trono e o altar, a coroa e a batina!
Porque renuncio ao respeito a quem assume o Estado sem a legitimidade democrática do sufrágio universal e secreto!
Porque reconheço o óbvio facto de que o poder vitalício equivale à corrupção, curada apenas pela legitimação da reeleição periódica!
Porque só na República se desvanecem os privilégios — de nascimento ou outros, de religião, raça, sexo! Só na República se pode defender a igualdade plena, a escola pública, a saúde universal e a liberdade como conquista derradeira!
E sobretudo, porque a República é a filha do Iluminismo e da Revolução, cujos herdeiros recusam a vénia e a submissão, recusam o regime genético de um tirano extemporâneo e enaltecem o laicismo, a liberdade de expressão e o livre-pensamento.
Hoje celebramos a República popular, do povo e para o povo. Somos mais do que a família real, do que as máfias da igreja e os carteis da nobreza. Há cem anos, o progresso despojou-se dos vestígios de um regime que fica melhor no passado a que pertence.
Viva a República!
domingo, 3 de outubro de 2010
Resposta ao texto do "Crime sem Vítimas"
