terça-feira, 30 de novembro de 2010

Agarra aniversario

STOPBANQUE



Venho aqui postar uma ideia de protesto interessante que já tem o apoio de algumas camadas da população Francesa. Este post foi inspirado num post do blog "Vias de Facto".


Cantona, actualmente com 44 anos, defendeu numa entrevista a um jornal regional francês que são precisas formas de contestação alternativas às greves e às manifestações e que é necessário que se faça "uma verdadeira revolução".
"Não peguemos em armas para matar pessoas e começar uma revolução. Nos dias de hoje, é muito fácil fazer uma revolução. O sistema assenta no poder dos bancos, por isso tem de ser destruído através dos bancos", defendeu o ex-jogador, que, nos últimos anos, tem dividido o seu tempo entre o cinema e as acções de beneficência, através da Fundação Abbé Pierre, que presta apoio a pobres e sem-abrigo.
Na entrevista, dada depois da forte contestação dos franceses ao plano de austeridade, com implicações nos impostos, redução da despesa pública e aumento da idade da reforma, o antigo jogador (…) sustentou que o seu conceito de revolução é simples: "Em vez de irmos para as ruas, conduzir durante quilómetros, basta ir ao banco e levantar o dinheiro. Se houver muita gente a fazer levantamentos, o sistema colapsa. Sem armas, sem sangue."
(…)
Mas a proposta de Cantona teve uma consequência imediata que não pode ser desprezada, já que serviu de mote a um movimento na Internet, o StopBanque, que apela aos cidadãos europeus, e não apenas aos franceses, para que façam levantamento de dinheiro, aos balcões dos bancos, num dia em concreto: 7 de Dezembro.
Já terão sido manifestadas mais de 14 mil intenções de adesão a esta iniciativa, e a mensagem do StopBanque começa a ser replicada noutros países, com destaque para a Inglaterra, e também noutras redes sociais, designadamente no Facebook.

STOPBANQUE.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Estudantes ocupam Coliseu em protesto!

Wikileaks revela 722 telegramas da embaixada dos EUA em Lisboa





O lote de 250 mil documentos do Departamento de Estado norte-americano revelados pelo site Wikileaks a vários jornais incluem 722 que têm como origem a embaixada dos Estados Unidos em Lisboa.

O conteúdo dos 722 documentos ainda não é conhecido já que os jornais que tiveram acesso ao pacote de documentos do Wikileaks - El Pais, The Guardian, The New York Times, Le Monde e Der Spiegel - apenas publicaram conteúdos parciais de alguns dos 250 mil documentos.

Todos os jornais optaram apenas por publicar documentos usadas na cobertura de cada um dos temas que editorialmente escolheram e, em alguns casos, chegam a censurar parte dos textos para proteger fontes.

Apesar disso, os programadores do The Guardian catalogaram por data, origem e destinatário dos documentos o que permite confirmar, de acordo com uma segunda análise realizada pela Agência Lusa, que existem 722 produzidos pela embaixada dos Estados Unidos em Lisboa.

O documento mais antigo com origem na embaixada em Lisboa tem data de 24 de Maio de 2006 e o mais recente data de 25 de Fevereiro deste ano.

Incluem-se 29 documentos deste ano, 202 do ano de 2009, 184 de 2008, 202 de 2007 e 105 de 2006.

Entre as cerca de 250 fontes dos documentos distribuídos pelo Wikileaks - embaixadas, consulados e representações juntos de instituições internacionais - a embaixada de Lisboa é a 115.ª que produz mais documentos, ligeiramente menos que a embaixada no Vaticano e ligeiramente mais que a missão diplomática em Lilongwe (Malaui).

Desconhece-se quantos destes documentos estão directamente relacionados com Portugal ou se há qualquer outra referência a Portugal entre os 250 mil documentos divulgados pelo Wikileaks.

Ainda assim e segundo a análise feita pelo The Guardian - através de um motor de busca dos principais termos usados nos documentos - há nos documentos 463 referências com a palavra "Portugal", 59 com a expressão "Portugal's" (de Portugal) e 156 com a palavra "portuguese" (português).

A palavra "Lisbon" (Lisboa) aparece referenciada 92 vezes.


Fonte: Jornal de Notícias