sexta-feira, 17 de junho de 2011
"Camisa por passar" curta-metragem
Produção de Escola Secundária António Arroio - Realização: Laura Carreira -
Actrizes: Carolina Carreira e Verónica Rodrigues
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quinta-feira, 9 de junho de 2011
As vacas sagradas, As rezas, Tabus e Pecados do Bloco

Este processo deverá ser feito da maneira mais transparente, mais verdadeira, sem dogmas, tabus e discursos que chamem os "bois pelos nome".
Não poderá ser desperdiçado este momento de aprendizagem. E como toda a bela aprendizagem não deve deixar de começar por ter uma crítica verdadeira e mais independente possível.
Não deixa de ser interessante que um partido que tenha combatido os tabus na sociedade portuguesa agora tenha de combater os seus próprios. E que alguns militantes se tornem tão pouco receptivos a isso.
Por vezes demonstrando uma atitude arrogante como donos da verdade, " do bom militante bloquista", e das "boas práticas". Atacando outros militantes na comunicação social pelas suas críticas, dizendo que estes "estão distantes do Bloco" quando até estiveram alguns deles na fundação do mesmo e aí foram dirigentes, continuando a participar. Críticas deste tipo são também um ultraje aos militantes de base.
Estes sacerdotes e guardiões astutos põe-se sempre em sentido quando toca a defender certas figuras, colectivos, estratégias, práticas sufragadas pelas cúpulas. Mesmo que não seja da sua convicção, lá estão eles, como cães imperiais a defenderem o dono e o templo a troco de estima.
Aliás esta prática é recorrente em todos os partidos. Mas não é uma que me faça orgulhar do colectivo político de qual faço parte. Além de não ser motivo de orgulho é um bloqueador de todo o debate e de preservação dos tabus que ainda existem.
Além destes problemas de estrutura. O BE mostrou que não soube ler os resultados de 2009, e a génese da sua base social de apoio. O discurso do Bloco de Esquerda está desfasado do discurso da sua base social de apoio. O discurso militante é um, o discurso do eleitor é outro. Se o Bloco quer crescer, ou, segurar os seus antigos eleitores terá de se adaptar e ajustar o discurso e prática política.
1. Parece que não se quer ver, mas não me parece que a base social de apoio do BE seja de matriz anticapitalista, ou marxista. Aqui está um tabu.
O discurso dos militantes parece não estar sincronizado com a visão que os nossos eleitores têm/tinham do "Bloco", como uma esquerda, anti-dogmática, moderna, democrática, arejada e progressista.
Além destas duas ideias desfasadas.
2. A utilização de um discurso cada vez mais repetitivo, economicista, e ainda preso a um certo passado. Adicionada a tendência que se veio a registar nos últimos meses de um processo de aproximação do modus operandi político "a la PC". Afasta essa mesma base social. Pois para isso, já existe a CDU.
3. A falta de renovação de quadros, o funcionarismo militante, um certo culto do líder, e personificação do BE por vezes extremada, e pouco questionada. Aliada a uma falta de "catalização" e abertura das estruturas a ideias e personagens exteriores. Como um crescente sentimento de desprezo em relação aos militantes de base, que nas concelhias exprimem essa angústia.
Todos estas situações fazem com que a respostas a esta conjuntura difícil, seja menos eficiente e com vários bloqueios e tabus que não ajudam nada.
Ninguém escapa a uma crítica e à responsabilidade, incluindo eu e qualquer outro militante de base. Mas também não se pode desresponsabilizar a direcção.
É vergonhosa a atitude de Luís Fazenda no artigo "Quem é Daniel Oliveira?"
Devolve-lhe a pergunta.
Quem é Luís Fazenda?
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sábado, 21 de maio de 2011
24 de Maio, Protesto continua a crescer no Rossio

No Rossio está a ser organizada uma concentração/acampamento por uma Democracia verdadeira, participativa e contra o plano da troika.
Ao mesmo tempo, em Espanha centenas de milhares de pessoas ocuparam a maior praça da capital espanhola e exigem uma "DEMOCRACIA REAL YA!" (http://democraciarealya.es/)
A ocupação pode ser vista em directo (http://www.ustream.tv/channel/enlace33).
Desde 19 de Maio que a concentração do Rossio está a crescer, de dia para dia, são cada vez mais e estão para ficar.
Os protestantes apelam a que mais pessoas se juntem e acampem na praça do Rossio.
Os media estão a boicotar estes protestos. Espalha a notícia.
Dia 24, haverá acções ao longo do dia e uma Assembleia Popular - 18:00h - Praça do Rossio
+ informações:
http://www.democraciarealja.com/
http://acampadalisboa.wordpress.com/
http://www.facebook.com/movimento12m
terça-feira, 17 de maio de 2011
Carta da Associação República e Laicidade aos candidatos às eleições legislativas
A democracia é tão falsa enquanto se benze perante os bispos como enquanto se submete à especulação do capital. Um Estado democrático é-o só quando se liberta das grilhetas das igrejas, portanto o laicismo que apenas conquistámos no papel é condição necessária para o projecto inacabado de construção democrática.
Assim, conforme diz a carta enviada pela Associação República e Laicidade aos candidatos às eleições legislativas próximas, urge:
Assim, conforme diz a carta enviada pela Associação República e Laicidade aos candidatos às eleições legislativas próximas, urge:
- Revogar a devolução do IVA de que beneficiam as comunidades religiosas radicadas (nº1 do artigo 65º da Lei 16/2001), e a Igreja Católica (artigo 1º do Decreto-Lei 20/90), e que se aplica a bens, móveis ou imóveis, destinados única e exclusivamente ao culto religioso.
- Exigir que a remuneração, por funções estritamente religiosas, de centenas de «assistentes religiosos» equiparados a funcionários públicos nos hospitais, nas forças armadas, nos estabelecimentos prisionais e nas forças de segurança, seja feita exclusivamente pelas comunidades religiosas.
- Acabar as isenções fiscais, respeitantes a bens imóveis, de que beneficiam as comunidades religiosas inscritas (artigo 32º da Lei 16/2001) e a Igreja Católica (artigo 26 da Concordata), concretamente os impostos patrimoniais e sobre a aquisição e transmissão de propriedade.
- Que o Ministério da Educação indique claramente que na Escola Pública não devem existir símbolos religiosos permanentes, e que não devem aí ter lugar cerimónias religiosas rituais.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Fernando Nobre e uma lição de Oportunismo

Ontem foi-nos anunciado que Fernando Nobre, fundador da AMI, ex-candidato à Presidência da República nas eleições de Janeiro passado, se juntaria ao PSD, a convite de Passos Coelho, a fim de ser cabeça de lista de Lisboa e, no caso do PSD ganhar, Presidente da Assembleia da República. Na sua página de facebook, Nobre publicou uma nota de esclarecimento acerca de tudo isto.
Apesar da novidade, Fernando Nobre "nem sempre foi assim". É preciso relembrar que ele foi, aquando das eleições para o Parlamento Europeu, mandatário do Bloco de Esquerda. Entretanto, ao que parece, afasta-se, começando a preparar uma jogada muito mais inteligente que se viria a aproveitar das vozes mais populistas de Portugal.
Durante a campanha das presidenciais, a sua falta de vínculo partidário parecia ser a fonte do seu carácter forte. A renovação da política praticada em Portugal, a sua bandeira.
Foi durante uns meses a novidade: deu esperanças aos portugueses desacreditados numa política partidária; reuniu votos desde a esquerda, ao centro, à direita (graças à sua tão intencional falta de ideologia - que não entende ele próprio ser isso, por si só, algo ideológico).
Para quem acreditava naquele homem sensato, com um sentido apuradíssimo de cidadania, que tem força e reúne votos pela sua mera boa vontade e experiência de vida, e não por ser deste ou aquele partido;
No homem que se candidatava contra os políticos, quase como um anti-sistema muito pacífico;
No salvador que rejuvenescia o panorama político e mostrava ao país como fazer política sem tomar lados, ignorando os conceitos de esquerda, direita ou centro;
Para quem realmente acreditava no homem que nem um político se considerava, mas antes um mero cidadão (como se o mero cidadão não fosse político e o político um mero cidadão) - aqui temos o flop de toda essa crença, essa confiança, essa esperança desmesurada depositada nesse homem.
Contudo, não é como se nada deixasse a adivinhar aquilo que hoje nos é revelado.
É que de um homem que não se define minimamente, nem pouco mais ou menos, não se sabe bem o que esperar.
O PSD foi quem muito arriscou nesta jogada. Disse Marcelo Rebelo de Sousa, ontem, fazendo o seu comentário passar muito levemente por este assunto, que se esperava, no PSD, a transferência dos votos de Nobre das presidenciais para as eleições legislativas. Sobre isso: a ver vamos.
O PSD leva agora, consigo, o apartidariozinho inocente e bonzinho. E esse apartidariozinho inocente e bonzinho, se antes teria a ‘virtude e credibilidade’ de se manter à margem do vínculo partidário, agora tê-las-á perdido. Porque, ainda que diga que é um independente, não se candidata por um partido quem com esse partido não tem pontos de convergência.
E qual foi, mais que curiosamente, o partido a que o Nobre apartidário, desacreditado das políticas praticadas, se juntou, se não o PSD, o partido que se junta ao PS na dança do centrão, em que ora se é governo ora oposição?
Resumindo, os caminhos traçados por Fernando Nobre têm um só nome: oportunismo. Sempre na crista da onda, jogou, da forma mais polémica alguma vez praticada, a cartada da desacreditação na forma de fazer política, do apartidarismo, ou, por vezes até, do anti-partidarismo, que, como sabemos, reúne cada vez mais apoiantes.
Hoje, junta-se ao projecto político do PSD, o partido que a comunicação social quase dá por vencedor das próximas eleições. Quanto a isso, uma vez mais: a ver vamos.
Porque não é só Nobre o oportunista. Vem aí o FMI, e com ele mais austeridade. E tudo o que o PSD mais quer, neste momento, é demonstrar que "todos nós, com todas a nossas diferenças, temos de nos unir e enfrentar juntos aquilo que aí vem, porque aquilo que aí vem é inevitável e é para o bem de todos" - Dizem eles. Nada melhor que Fernando Nobre, para completar a estratégia do PSD.
Para quem acreditava nessa receita mágica que Nobre trazia no bolso, nas últimas presidenciais, a partir de agora torna-se mais difícil de acreditar.
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